Revolucionário: Estados Unidos anuncia campeonato profissional em 2021

O mundo do voleibol feminino está prestes a passar por uma revolução: os Estados Unidos acabam de comunicar oficialmente o lançamento da Liga Nacional de Voleibol Feminino Profissional com um formato único e inovador. A liga é uma iniciativa da Athletes Unlimited (UA) associação esportiva independente em parceria com a Federação Estadunidense (USAV).

Quem participa? 

O projeto é coordenado por três nomes de peso: Jordan Larson, que jogará na China, Foluke Akinradewo, que retorna ao voleibol japonês, e Molly McCage, "cabeça" do projeto nos EUA durante a ausência das compatriotas. As três jogadoras já se comprometeram a disputar o torneio.

Medalhistas olímpicas e amigas, Foluke Akinradewo e Jordan Larson coordenarão liga feminina dos EUA (Foto: Eric Francis/USAV)


48 jogadoras participarão do Campeonato Americano e quem vai decidir as convidadas serão as coordenadoras, Larson, Akinradewo e McCage. Outros quatro nomes também fazem parte do projeto e devem compôr times: a oposta Karsta Lowe (ex-Busto), a ponteira Taylor Simpson (ex-Expressway), a levantadora Amanda Grass (ex-Holding Grass) e as líberos Kristen Tupac (ex-Pfeffingen) e Tiffany Clark (Wisconsin).

Um ponto importante é: sem gestores, as jogadoras coordenam suas carreiras. Diferente de grandes ligas como Brasil e Itália, não haverá um clube ou uma empresa por trás dos times. As próprias jogadoras coordenarão suas carreiras. 

Formato totalmente diferente

O torneio provavelmente será disputado em uma cidade de Nebraska e serão 4 times com 12 jogadoras cada disputando jogos durante seis semanas. Cada time jogará três vezes por semana e a cada semana os times terão uma capitã, escolhida de acordo com sua performance, que coordenará a equipe, podendo selecionar as jogadoras. 

Estado cuja universidade revelou nomes como Larson e Kelsey Robinson, Nebraska deve receber campeonato nacional (Foto: NU Athletic Communications) 


Jogadoras que trocam de time

Sim, as capitãs poderão mudar as jogadoras de suas equipes durante as semanas! Esqueçam o conceito de time solidificado, o diferencial nessa competição será o individual. As jogadoras acumularão pontos com base no desempenho de sua equipe e no desempenho individual e um ranking de jogadoras será divulgado no final da semana. 

Premiação

Vamos ao que importa? No final da temporada, a classificação geral das jogadoras determina as premiações. Os responsáveis pela AU afirmam que a remuneração mínima para uma participante será de 10 mil dólares por cerca de um mês e meio de competição, sendo que as jogadoras com melhores desempenhos podem receber até 50 mil dólares! A liga também pagará hospedagem e alimentação das atletas. 

Competidoras poderão receber de 10 a 50 mil dólares pela disputa de seis semanas do torneio (Foto: reprodução/NCAA)

Como surgiu a AU?

Seus fundadores são Jon Patricof, presidente do New York City FC, e Jonathan Soros, fundador da JS Capital Management LLC, filho do bilionário filantropo George Soros. A AU investiu inicialmente em uma liga feminina de softbol, programada para iniciar em agosto. O vôlei feminino é o segundo esporte contemplado pelo projeto.

Bom começo!

Se a liga prometer o que cumpre, é um projeto que começa muito bem! E ainda tem a possibilidade de ser maior caso canais de televisão aceitem realizar sua transmissão, atraindo possíveis patrocinadores. É oficial: a liga americana sairá do papel.

Conquista americana pode fortalecer o voleibol no país e dar mais oportunidade às jogadoras (Foto: reprodução)

Comentários

  1. Corre o sério risco de não vingar, americanos não gostam de voleibol, prova maior são os jogos de WL, GP e VNL em terras ianques, onde a torcida adversária era maior e mais animada que a da casa (o mico!), a verdade é tamanha que as finais da próxima VNL masculina que seria em Chicago foi transferida para Itália, simplesmente por falta de interesse do público. Agora se chicleteiros e chicleteiras já são debochados e marrentos jogando lá na cochinchina, imagine agora com uma liga nacional local.

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    1. A desculpa para transferir as finais da VNL masculina para Turin foi o feriado de 4 de julho. Como se o calendário inteiro do país não fosse considerado bem antes de confirmar a sede da última etapa da VNL, né? KKK Sobre as torcidas, até os canadenses são mais animados do que os chicleteiros dentro dos EUA nos jogos de vôlei KKKKKKKK

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  2. Zé Panela é muito frouxo, coloca as chicleteiras em um patamar inalcançável, coisa que nem com Hooker, Tom, Foluke e Larson no auge jamais foi, olha a afirmação dele sobre a nossa seleção para Tokyo:

    "Mas acho que temos um bom time. Temos condições de brigar com qualquer time do mundo. Nós não somos o melhor time. Eu vejo a China na nossa frente, eu vejo a Sérvia na nossa frente, os EUA na nossa frente. Esses três times. Mas a gente briga com Itália e também com esses três" - comentou.

    EUA é uma seleção homogênea (essa é apenas o único diferencial delas), mas é uma equipe que carece de um ataque matador, na minha opinião é time para no máximo bronze, considero as italianas com o saque matador da Egonu, uma seleção muito mais perigosa, Sérvia é uma incógnita, e a China sim é um timaço, mas nós mesmo desfalcados fizemos jogos duros com ela. China é favoritíssima ao ouro, Sérvia um passo atrás e Brasil, EUA e maybe Itália mais atrás. Is my opinion!

    Paneleiro já havia colocado as chicleteiras como certeza na final do Mundial de 2018 e o tombo foi grande, vez ou outra assisto EUA vs Holanda quando estou deprimido, e também EUA vs Servia Rio 2016. Kkkkkkkkk

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    1. Eu vi isso ontem! KKKKKKK

      Tbm acho as italianas mais perigosas do que as chicleterias pelo ataque da Egonu e a defesa da De Gennaro.

      Chinesas são o cão que seria ideal escapar a partir das quartas. Eu gostei muito do nosso jogo contra elas na Copa do Mundo - isso com Lorenne, Drussyla, Bia, Léia e Mara de titulares.

      "Paneleiro já havia colocado as chicleteiras como certeza na final do Mundial de 2018 e o tombo foi grande, vez ou outra assisto EUA vs Holanda quando estou deprimido, e também EUA vs Servia Rio 2016. Kkkkkkkkk"

      KKKKKKKKKK ZRG não aprende mesmo. A preocupação real é China e Sérvia. A última seleção principalmente pela disputa do 1º lugar no grupo A que pode ser fatal para a formação do mata-mata olímpico.

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    2. Gente, qual treinador fala que seu time é o time a ser batido? Ele só disse a realidade com base nos resultados da seleção nos últimos anos. Errado ele não está. Fora que, é bom ter os pés no chão, baixar as expectativas, mas sem perder as esperanças.

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    3. Seria bom também assistir a semifinal do mundial de 2014, na qual os EUA metralharam o a arrogância das brasileiras, certas que estariam na final e conseguiriam o tão inédito título mundial!!! Nunca vou entender tanto ódio das chamadas "chicleteiras". O vôlei feminino por lá está ganhando força e popularidade, sim! E já mostraram que não necessariamente a popularidade ou uma liga interna vá dificultar o sucesso americano nos pódios, não é à toa que a seleção masculina é uma das mais vitoriosas no cenário mundial tri olímpico que nem o Brasil. Os EUA feminino sã o segundo país no ranking da FIVB atualmente. Com o material humano em franca ascensão em solo americano, é questão de tempo que o país domine as demais categorias a nível mundial, sendo que já dominam o ranking juvenil! Em termos de material humano e investimento somente a China a rivaliza com as americanas. O Brasil também poderia estar nessa, com tanta gente com potencial nato para o esporte, porém a condução e gestão das coisas por aqui são pífias. Então é sentar e esperar pra ver.

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    4. O que é uma semi de Mundial perto de duas finais olímpicas? HA!

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  3. Diferente dos pensamentos acima vejo as americanas muito fortes sim nessas olimpiadas, principalmente com o retorno da Akin. Realmente falta uma oposta definidora, além de uma líbero de confiança, mas sobra qualidade na ponta, tendo o melhor quarteto do mundo. A constância tática das americanas considero um ponto muito bom e ao mesmo tempo muito ruim, pois sempre apresentam um padrão de jogo sólido, entretanto, aí tambem mora o grande problema, elas não sabem mudar a tática durante o jogo, então se tudo começa a dar errado elas não conseguem mudar a estratégia e nesse sentido não ter uma grande definidora agrava ainda mais esse quadro. Assim como o Brasil, elas precisam que o conjunto funcione para atingir o topo. Resta esperar quem o Kirally irá escolher para saber o que esperar delas nesses próximos jogos.

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    1. Não foi dito que as chicleteiras não são fortes, mas que não tudo isso que o ZRG pinta. E você elencou bem os pontos fracos delas que precisam ser bem explorados: falta de uma definidora nata, de uma líbero confiável e de não saber jogar sem passe A o tempo todo. Acho que a seleção olímpica dos EUA será a seguinte:

      Hancock/Carlini
      Drews/Lowe
      Larson/Robinson/Hill/Bartsch
      Akin/Adams/Dixon
      Courtney

      A grande dúvida fica entre as centrais. Akin tá garantida, então sobra duas vagas para Adams, Dixon, Washington e Ogbogu. As duas últimas são boas e promissoras, mas ainda acredito que o Kiraly irá preferir a experiência das duas primeiras. Dixon é mediana, mas o técnico gosta dela e tem o fato da lesão no joelho tê-la tirado da Rio 2016. Mesmo caso do Brasil que tbm tem muitas opções de centrais para Tóquio.

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    2. Tudo é muito relativo mesmo, mas vejo a Hancock numa evolução muito boa e jogando bem com as meios, se manter essa pegada será muito bom para as americanas. Eu não levaria Lowe e sim Thompson. Ter duas opostas com o mesmo estilo é burrice.

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    3. O Kiraly é burro e teimoso, não é à toa que investiu na Murphy de titular durante anos e levou duas opostas canhotas para a Rio 2016. Os EUA precisaram flopar feio no Mundial para o técnico mexer na saída do time.

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  4. Não acredito que ainda existem àqueles que colocam as Maria Chicletes em oto patamá, elas estão no grupo da morte, e correm mesmo que remotamente o risco de nem passarem da fase de grupos, pois dificilmente vencerão a China, Itália é uma seleção perigosíssima, Rússia ultimamente tem feito jogos duríssimos com elas e a Turquia é 8 ou 80, se jogarem contra elas o que jogoram na final do europeu, dificilmente perderão a partida. Sem contar que elas tem dificuldade ao enfrentar seleções com bloqueio pesado e Itália, Rússia e Turquia possuem essas características.

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  5. Link em HD para rever o tombo chicleteiro na Rio 2016: https://www.youtube.com/watch?v=pY29uMQxscs

    Bjs da Bosko. Kkkkkk

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