"Banida" de Cuba, Melissa Vargas se aproxima de cidadania turca

Depois do sucesso na Europa, não demoraria que algum país apostasse no fenômeno cubano Melissa Vargas, de 19 anos. Segundo o portal italiano volleyball news, a jogadora e a Federação Turca de Voleibol (TVF) conversam para uma possível naturalização turca da jogadora. 

A TVF ainda não se manifestou oficialmente, mas o processo, ainda que aceito pela FIVB, estaria apenas no início. Todo atleta que desejar trocar de federação precisa cumprir uma carência de dois anos em seleções nacionais. Essa regra foi adotada pela FIVB em 2013, após algumas seleções naturalizarem jogadoras para a olimpíada de Londres. Vargas atua pelo Fenerbahçe, primeiro time profissional desde que foi "banida" de Cuba. 

Melissa Vargas pode defender Turquia no futuro (Foto: reprodução)

Relembre o caso

No final de 2016, Melissa foi submetida a um procedimento cirúrgico no ombro, realizado com sucesso. O problema começou a partir da recuperação. Ainda em 2016, os pais de Melissa não aceitaram os termos da Federação Cubana e interviram em sua recuperação, tirando a jogadora da Escola Nacional de Voleibol e levando-a de volta para sua cidade, Cienfuegos. 

A Federação viu a atitude como indisciplinar e aplicou, a partir de janeiro de 2017, uma sanção sobre a jogadora, rebaixando-a de categoria e não permitindo que ela atuasse em campeonatos de nível internacional.

Mas há pouco mais de um ano atrás, a história mudou. Vargas deixou Cuba e assinou um longo contrato com o Volero Zurich, sendo emprestada pelo time ao Fenerbahçe. Assim, Vargas que estava proibida de jogar em Cuba, descumpriu a norma do país. 

Histórico de deserções 

Naturalizações infelizmente são comuns para Cuba e não por desejo dos jogadoras, mas por necessidade. Jogadoras que atuam por clubes no exterior (Cuba nem tem uma liga profissional) obrigatoriamente tem que se aposentar da seleção. A percussora das naturalizações no voleibol foi a oposta Taismarys Aguero, que deixou a ilha para defender a Itália, atuando na liga do país. A atacante Rosir Calderón também assumiu nacionalidade distinta, adquirindo cidadania russa. Quando jogavam no Azerbaijão, Yohana Palacio, Ana Cleger, Gyselle Silva e Wilma Salas adquiriram dupla nacionalidade para atuar na Liga Azeri - mas nunca defenderam a seleção. Há ainda casos no masculino como o de Osmany Juantorena (Itália), Yoandry Leal (Brasil) e Wilfredo León (Polônia).

Taismarys Aguero foi a primeira cubana a deixar a ilha e defender outra federação em 2007 (Foto: FIVB)

Comentários

  1. O futuro de Cuba, triste tudo isso, como sinto falta de equipes cubanas, porém, ninguém é mais bobo.

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  2. Pensei que Carvajal tivesse sido a primeira a se naturalizar.

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  3. Com esse ranking eu tô vendo a hora as jogadoras de recusarem a defender a seleção, não será surpresa se isso acontecer.

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  4. A CBV poderia ser um pouco mais aberta e absorve as jogadoras cubanas na nossa Superliga, tipo criando uma regra que jogadoras cubanas não entram na cota de estrangeiras, falo isso não no intuito de naturalizar todas, mas sim de abrir as portas pra essas jogadoras que ficam sem opções de jogar em seu país.

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  5. Que eu saiba exista uma liga nacional em Cuba sim!!! Bernardinho chegou a fazer viagem para Havanna. Para especular e copiar os estilos de treinamentos. Mas n entendo porque a FIVB não ajuda a Federação Cubana a resolver esses problemas de regras. O governo de CUBA estar mudando bastante e no entanto, os mandantes do vôlei não tiveram renovação. Mireya já deveria ter sido promovida a presidenta da Federação Cubana de Voleibol.

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  6. O socialismo é uma m...

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