Mundial de Clubes: 'quem são' e como vêm os oito times do torneio

Antes de iniciarmos a cobertura dos resultados do Mundial de Clubes nesta terça-feira, decidimos conversar com vocês sobre quem são os oito times que jogam o torneio em Shaoxing. Vamos começar pelas nossas pratas da casa, Minas Tênis Clube e Dentil/Praia Clube. Os dois gigantes mineiros acabaram tornando-se arquirrivais com o tempo, inclusive. Se você ainda não conferiu os elencos dos oito times, clique aqui

O Minas vive na atual temporada o seu melhor momento dos últimos anos. Foi campeão estadual em cima do Praia na pré-temporada e na Superliga está em terceiro lugar, mas tem um jogo a menos do que os dois rivais que o antecedem. É um dos três invictos na competição, mas é o único que ainda não perdeu pontos. O investimento justifica esse sucesso: além de manter a base campeã sul-americana na temporada passada, trouxe reforços de peso (e de valor alto). O trio NatáliaGabi e Bruna vem funcionando muito bem e liberando a velocidade da ousada Macris com sua bola de segurança: Carol Gattaz. O Minas é um grande time que chega com potencial e com capacidade para surpreender no torneio.

Bruna, Gabi e Natália são novidades do time titular do Minas em 2018 (Foto: Orlando Bento/MTC)


O Praia Clube não fica para trás. Recheado de selecionáveis da atualidade e campeãs olímpicas, também está invicto e lidera a Superliga. Recentemente foi campeão da Supercopa em cima do tradicional Osasco. O time manteve a base campeã nacional na última temporada e ainda trouxe a habilidosa Carli Lloyd do Barueri. Além de um time de extrema qualidade, o Praia montou um banco de respeito que poderia jogar qualquer campeonato a alto nível. Fabiana, Fê Garay e a americana Fawcett tendem a comandar o setor ofensivo do time. Jogando o seu melhor o Praia pode enfrentar qualquer time do mundo, a dúvida é se o time já teve tempo suficiente para 'encaixar' a nova formação.

Título nacional deu fôlego ao Praia Clube e time quer conquistar o mundo (Foto: Kléber Gonçalves/Inovafoto/CBV)

Chegamos aos gigantes turcos. O favoritismo está no colo do Eczacibasi, que tem Yeonkoung Kim, Jordan Larson e Tijana Boskovic nas extremas. Com um trio desses fica fácil declarar favoritismo, não? O Eczacibasi passou por uma temporada de "humildade" no último ano, onde montou um time mais modesto para conseguir voltar às grandes competições. E conseguiu, com bom nível e, assim como o Praia, com um banco excelente. Recentemente foi campeão da Supercopa Turca em cima do gigante Vakifbank. Uma fraqueza do time é o meio de rede, que até tem Lauren Gibbemeyer, mas com bem menos ritmo de jogo do que no último ano. Atualmente é vice-líder do Turco, mas com um jogo a menos do que o Vakifbank. Uma curiosidade é que o Eczacibasi ainda não perdeu um set sequer na competição nacional.

Com reforço de Kim, tigresas vão buscar o tricampeonato mundial (Foto: Eczacibasi Vitra)


O Vakifbank todo mundo já conhece, ganhou tudo na temporada passada: Supercopa, Copa, Turco, Champions e Mundial. Em time que está ganhando não se mexe, não é verdade? Por isso a equipe tratou logo de renovar com todas as suas estrangeiras: Milena Rasic, Kelsey Robinson, Lonneke Sloetjes e a super-estrela Ting Zhu. A base turca do time é ótima, entretanto acredito que o Vakif perdeu duas coadjuvantes de extrema importância: Gozde Kirdar e Naz Aydemir. Elas chegaram a ser titulares durante algumas finais e devem fazer falta. Com um jogo a mais, recentemente o Vakifbank assumiu a liderança do Campeonato Turco.

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Sem medalhões turcos, Vakifbank vai para teste de fogo no Mundial de Clubes (Foto: CEV)

O Volero fez uma confusão e mudou de país, mas continuou confirmando suas participações. O time é basicamente o mesmo do ano passado e mais uma vez serve de vitrine para uma meninada. Uma delas é a eslovena Eva Mori, levantadora que substitui a campeã mundial Bojana Zivkovic. Também tem uma boa aposta na ponta, a ponta-oposta cubana Heidy Casanova. Casanova é a grande pontuadora do time, mas acabou cedendo seu lugar na saída para a pouco eficiente Ana Bjelica. Com isso, Avital Selinger opta por usar uma linha com duas passadoras, a búlgara Gergana Dimitrova e a líbero Amandine Giradino. Isso não funcionava com Goncharova de oposta, duvido que funcione com Bjelica, além de que Dimitrova não é exímia-passadora. O time tem Rosir Calderón inscrita, mas problemas físicos tem a mantido fora de quadra. Também com um jogo a mais, lidera o Francês.

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Com time jovem, Volero joga seu primeiro mundial junto ao francês Le Cannet (Foto: CEV)

Chegamos à Àsia com o o anfitrião e eu sinceramente não espero muito do Zhejiang. Foi vice-campeão nacional em 2017, mas sua principal jogadora da ocasião, a ponteira Jing Li, está machucada. Sem contar que o time foi precocemente eliminado do Campeonato Chinês e voltará para disputar o 9º lugar depois que terminar o Mundial de Clubes. Entretanto, estamos na China (não literalmente, infelizmente, talvez um dia...), onde limites são só limites. Quatro jogadoras vêm para ajudar o Zhejiang: Hanyu Yang, Mengjie Wang Ren Kaiyi e peço atenção para a última: Yanhan Liu. A ponta-oposta Liu YH é uma 'quebra-galho' na China, costuma carregar a seleção em torneios menores como Montreux ou o Mundial Militar. Esteve em recentes convocações de Lang Ping e também foi cortada às vésperas das olimpíadas. Definição é com ela! E aí vocês podem pensar: "não haverá entrosamento". Mas a levantadora do Zhejiang, Na Wang, é a quarta da seleção chinesa e já treinou com boa parte dessas meninas.

Com reforços dos adversários, Zhejiang espera causar boa impressão como anfitrião (Foto: Sina)

Descemos para o Supreme Chonburi, dono da Ásia. Por que a Tailândia ganha campeonatos asiáticos se China e Japão tem muito mais material humano? Explico: as estrelas tailandesas estão concentradas em alguns times, como o Chonburi. A capitã da equipe é a central Pleumjit Thinkaow, também capitã da seleção tailandesa. Mas o Chonburi não vem tão forte como nos últimos anos, perdeu jogadoras importantes, principalmente sua ponteira Ajchaporn Kongyot, que foi emprestada a outro time, assim como a senegalesa Fatou Diouck. Atualmente é apenas o quarto colocado na Liga Tailandesa. 

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Mesmo enfraquecido, Supreme Chonburi encara o Mundial de Clubes (Foto: reprodução) 

Fechando a lista temos o Altay VC, primeiro time da história do Cazaquistão a disputar um Mundial de Clubes. A equipe investiu tanto na temporada que anunciou "dois times" na sua composição e no final do mês de outubro, anunciou um pacote com seis jogadoras estrangeiras, onde cinco delas estarão no Mundial. A principal e mais conhecida é a ponteira azeri Natalya Mammadova, que jogará ao lado das experientes Silvija Popovic, da Sérvia, e Matea Ikic, da Croácia. O Altay é vice-líder da Liga Cazaque.

Primeiro cazaque a jogar torneio, Altay faz história com disputa do Mundial de Clubes (Foto: Altay VC)

Comentários

  1. Sinceramente não consigo enxergar Bruna como uma grande oposta, talvez para SL, mas internacionalmente a considero fraca, sua reserva Malu é terrível, aí se reside o problema do Minas.
    Praia com Suellen e Rosamaria/Michelle/Ellen idem.
    Eczacibasi tem centrais mediana e uma Larson q a cada temporada regride mais em questão de ataque, Kim tb já não é a mesma atacante de outrora.
    Vakif sofre com a pantufeira Robinson e Zhu vai ficando cada vez mais marcável.
    Se Minas tivesse contratado uma oposta mais interessante teria boas chances de ficar com o caneco, mas infelizmente acho q as tranqueiras turcas ganham esse campeonato boring mais uma vez.

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    1. Biba osasquense invejosa e recalcada detected!

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  2. Morro com esse pessoal falando da diva KIM.

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  3. E eu morro com esse pessoal chorando antes mesmo do campeonato começar... kkkkk... Já vou avisando: quem não gosta de ver o Vakifbank, a Zhu, as turcas e o Guidetti levantando taças, é melhor nem assistir o torneio. Rumo ao tricampeonato mundial. O choro é livre. Pena que o Rio de Janeiro Sem Mundial não está no torneio pra perder na final pro Vakif de novo.

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    1. Pena que o Osasco não está, porque em 2017 pagou o convite e terminou em 6° vencendo apenas 2 jogos.

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    2. Lógico q não assistirei esse campeonato boring, de ginásios vazios e participante$ que entraram por mérito$. Só acompanharei os resultados, ô poc, sem contar que não torço por FLOPraia e nem pro FUBÁMinas.

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    3. Vakif e Vitra são amplamente favoritos e se ficarem fora da final será uma grande zebra. Dificilmente assistirei essas turcas ganharem novamente.

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